sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

CAMPANHA PELAS REFORMAS

Por Márcia Xavier, de Brasília

O Ato de Lançamento da Campanha em Defesa das Reformas Democráticas: Reforma Tributária, Reforma Política, Reforma da Educação, Reforma Urbana, Reforma Agrária e Democratização da Mídia será o primeiro importante evento político realizado pelos partidos de esquerda em Brasília, este ano. O ato quer marcar a mobilização pelas reformas democráticas como prioridade na agenda políticas de 2008.

Na quarta-feira (20), cinco partidos políticos - PCdoB, PDT, PSB, PT e PR – reunirão filiados, militantes e amigos comprometidos com as mudanças sugeridas para o País, em ato que se realizará no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Está confirmada a presença dos presidentes e líderes dos partidos organizadores.

O ato é organizado por intermédio de suas fundações: Fundação Maurício Grabois, Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, Fundação João Mangabeira e Fundação Perseu Abramo. Para o presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro, ''a finalidade do ato é que as reformas passem a ser prioridades na agenda política do País'', afirma, acrescentando que ''em seguida, as fundações pretendem promover mesas de debates para detalhar cada uma das reformas''.

Durante o ato, onde estarão presidentes das legendas, parlamentares e lideranças do movimento social. serão apresentadas as diretrizes e conteúdo das reformas propostas por cada uma das legendas. Os partidos políticos querem apresentar ''as alternativas para a construção de um projeto nacional de desenvolvimento adequado às potencialidades do país e às demandas do povo brasileiro'', diz o texto de convocação do evento.

Mais avanços e conquistas

Na avaliação de Adalberto Monteiro, ''o Governo Lula tem um conjunto de êxitos inegáveis, mas o processo democrático precisa avançar – com mais conquistas e realizações - e cada uma dessas reformas significam avanços no processo de democratização em todas as esferas – política, social, educacional, agrária e urbana – ampliando os êxitos na perspectiva da universalização''.

Ele estende sua análise ao campo político, destacando que ''o que tem prevalecido nesse início de 2008 é a ofensiva do campo conservador e seu complexo midiático, que representa um pauta negativa''. E esclarece que ''a esquerda quer deflagar uma mensagem positiva. O ato ergue a bandeira da reforma como avanço de conquistas e resposta a essa ofensiva do campo conservador''.


Publicado no VERMELHO, a foto (clique nela para ampliar) é da capa da Última Hora de 14 de março de 1964.

Parece que finalmente o país está retomando a trajetória interrompida pelo golpe militar organizado e coordenado por uma nação estrangeira (clique AQUI e veja a confissão das autoridades americanas, incluindo Lyndon Johnson, o presidente que herdou o cargo com o assassinato de John Kennedy), os Estados Unidos.

Por ironia (ou seria coerência?) do destino, até hoje o povo brasileiro é tratado como idiota pelos militares.

O golpe foi dado dia 1º de abril de 1964, o dia internacional da mentira (e nacional dos bobos), os golpistas até hoje tentam nos fazer acreditar que foi dia 31 de março.

Aliás, os militares deveriam ter garantido a soberania nacional e respeitado a hierarquia constitucional.

O destino foi implacável com suas gritantes contradições: derrubaram um presidente da República, comandante-em-chefe das Forças Armadas, ou seja, a mais alta autoridade hierárquica do país, alegando que ele (a autoridade máxima) havia desrespeitado a mesma hierarquia no caso da revolta dos sargentos.

Afinal, quem quebrou qual hierarquia?

Dois pesos e duas mentiras, ou melhor, medidas.

Melhor ainda, mentiras mesmo.

Primeira, a mudança de data para fugir do dia da mentira pelos fundos da história.

Segunda, o golpe militar contra o próprio país e seu próprio povo (aos quais deviam proteção) a mando de uma potência estrangeira.

Há muitas outras mentiras como a localização dos corpos dos desaparecidos, os assassinatos de líderes nacionais ou nacionalistas, a anistia imposta sem negociação ou consulta à nação e a não abertura de todos os arquivos da ditadura.

Os visitantes do blogue da República sabem.

Qualquer semelhança com as teses defendidas pelo plebiscitário Francisco Miranda, sobre o direito de propriedade implantado pelos brancos civilizados após a usurpação das terras dos povos nativos, seus verdadeiros donos, não é mera coincidência.
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Um comentário:

Sr. F disse...
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